GUILHERME GIORGI: UM PROJETO DE R$ 134 MILHÕES

Caixa deve financiar obra da nova Guilherme Giorgi



A construção do novo acesso deverá valorizar regiões desabitadas e melhorar o escoamento do tráfego hoje restrito à SP-66 / Foto: Reprodução



Representantes da Prefeitura de Mogi das Cruzes se reúnem nesta terça-feira com o Departamento Técnico da Caixa Econômica Federal (CEF) para apresentação do pré-projeto básico para a implantação da primeira etapa do Corredor de Ônibus Leste-Oeste e expansão da Avenida Guilherme Giorgi,..
no trecho entre Jundiapeba e Braz Cubas. Se o projeto for aceito pela instituição, que vai financiar a maior parte dos custos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Administração Municipal poderá abrir, na sequência, o processo de licitação para contratação da obra e obter as licenças ambientais. A expectativa é iniciar a execução da obra ainda neste semestre.

Na última sexta-feira, a reportagem de O Diário teve acesso ao pré-projeto da obra, que está estimada em R$ 134 milhões (serão usados recursos da União, Estado e Município) e vai consumir 18 meses de trabalhos, o que significa que ela deverá ficar pronta entre o final de 2015 e o primeiro trimestre de 2016. Além do trecho da Guilherme Giorgi de Jundiapeba e Braz Cubas, haverá intervenções também nas Avenidas Tenente Onofre Rodrigues de Aguiar, na Vila São Francisco, e Cavalheiro Nami Jafet, na Vila Industrial, que integram o Corredor de Ônibus.

Especificamente sobre a Guilherme Giorgi, ela será uma nova avenida entre os dois distritos mais populosos de Mogi e, principalmente, uma nova ligação com a cidade vizinha de Suzano, onde estará o acesso para o Trecho Leste do Rodoanel. A via estará paralela à saturada SP-66, porém, do outro lado da linha férrea, ocupando um espaço hoje praticamente desabitado, com algumas propriedades rurais nas suas margens.

Para quem não sabe, a Guilherme Giorgi já tem um trecho aberto em Jundiapeba, que vai das proximidades da estação ferroviária até a divisa com Suzano, de onde ela segue até a entrada da cidade vizinha, porém, com outro nome - Jorge Bei Maluf.

O novo projeto contempla intervenções justamente a partir da divisa entre Suzano e Mogi, que está na ponte sobre o Rio Taiaçupeba (altura das fábricas da Melhoramentos e Suzano Papel e Celulose). No sentido Mogi das Cruzes, o leito existente será duplicado e um novo trecho será aberto até a ponte sobre o Rio Jundiaí, próximo da fábrica da Coca-Cola (Spal). A largura será de 20 metros (m), com duas faixas de rolamento de 14,5 m – serão duas pistas para cada sentido -, passeios públicos de 1,5 m e ciclovia de 2,5 m.

Ainda neste trecho, está prevista a implantação de uma rotatória próxima ao Real Park Tietê, além de um terminal de ônibus junto à estação ferroviária – leia mais nesta página. Um pouco mais adiante desse último ponto, estará o futuro viaduto sobre a linha férrea. Nesta parte, as duas pistas da Guilherme Giorgi estarão separadas por um grande canteiro central, com aproximadamente 100 metros de largura e uma extensão de 400 metros, necessário para as alças de acesso à obra de arte.

À frente, na ponte sobre o Rio Jundiaí, a Guilherme Giorgi vai ser aberta já com outras dimensões. Serão 35 metros de largura, o que permitirá que as pistas duplicadas passem a contar com três faixas de tráfego em cada sentido, além de calçadas mais largas (3 m) e um canteiro central de 5 metros, onde serão colocados alguns pontos de ônibus.

A avenida virá com essas características até o entroncamento com a Perimetral, no viaduto de Braz Cubas – vizinho à Vila Estação. Duas rotatórias serão implantadas neste percurso.

“Essas rotatórias vão estar próximas ao Rio Jundiaí e ao Córrego dos Canudos e terão 70 metros de diâmetro, ou seja, serão maiores que a existente próximo ao Habib’s, já prevendo um grande fluxo de veículos”, pontua o arquiteto João Francisco Chavedar, secretário municipal de Planejamento e Urbanismo. (Mara Flôres)

Fonte: O Diário

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