Estrada da Volta Fria


Situação de estrada é precária






Motoristas temem que a velha ponte localizada na Estrada da Volta Fria caía devido ao péssimo estado de conservação / Foto: Jonny Ueda




Buracos, poeira e sinalização falha. As três palavras resumem a difícil realidade enfrentada por moradores da Volta Fria com a estrada homônima que cruza o bairro rural no Distrito de Jundiapeba. A preocupação das pessoas aumenta neste período de verão, marcado por chuvas quase que diárias e intensas.




O jornal percorreu a Estrada da Volta Fria na última quinta-feira e constatou muitos buracos. Para andar por lá, o motorista precisa redobrar a atenção. Quem não conhece acaba sofrendo com o trajeto cheio de “altos e baixos”.

O funcionário público estadual Marcos Alexandre Massaria, de 33 anos, mora no Real Park Tietê, perto da linha férrea, em Jundiapeba, e lamenta a condição ruim da principal ligação da Volta Fria com a área urbanizada. “De carro se anda a 20 km/h, de moto a 40 km/h. A questão é que já faz tempo que se fala em asfaltar isso daqui, mas nunca acontece. Para mim, o pior trecho é aquele depois da ponte (sobre o Rio Tietê)”, disse.

Aquela região realmente está ruim. A ponte por si só já dá o sinal mais claro. Ela tem vãos capazes de fazer alguém ficar com as pernas presas entre as madeiras se pisar em falso. Uma placa colocada no sentido Jundiapeba que avisa da situação crítica da velha estrutura está com várias letras apagadas. Para atrapalhar ainda mais o motorista, a equipe da Secretaria Municipal de Transporte que a colocou lá, há mais de dois anos, a fixou atrás de um poste, diminuindo ainda mais a visualização.

Os problemas, claro, não param por aí. Motoristas que trafegam pela ponte relatam o receio dela simplesmente ceder. “Apesar de terem proibido caminhões e veículos pesados, eles passam por aqui sem se preocupar. Eu uso aqui dia sim e dia não para vender minhas coisas por aqui, mas passo com muito medo. Esses dias, vi uns homens fixando umas madeiras porque um talo da ponte tinha caído. Acho que já passou da hora de se achar uma solução”, afirmou Evaristo Vieira, 37, que vende queijos e iogurtes de porta em porta.

O marceneiro Antonio Soares, 42, também sabe como a ponte está quase insustentável. “Veja há quanto tempo a ponte está com acesso restrito, apenas carros leves passam. Existe um risco e quem está assumindo esse risco são as pessoas que usam aqui. Deveria existir atenção por parte do poder público”, sugeriu. (Lucas Meloni)

Fonte:O Diario

Comente com o Facebook: